terça-feira, 21 de julho de 2015

As flores da destruição

Destruição. Era apenas isso que rodeava aqueles dois. O imortal e Algustus travavam uma guerra particular em meio ao campo de batalha, suas armas lendárias rasgavam o ar em busca de um único golpe fatal no inimigo. Os olhares se cruzavam e as rochas se desprendiam do chão com tamanho poder se espalhando pelo cenário, os soldados mais próximos foram lançados a metros para trás ao primeiro choque das lâminas, e enormes crateras se abriram no chão com os sucessivos impactos de corpos de um dos dois sendo lançado sobre a terra. O combate começou mais calmo, por um bom tempo trocaram golpes simples com suas armas estudando um ao outro e buscando um ponto fraco, todavia em suas singularidades e estilos de luta os dois se portavam com relativa perfeição.
                Algustus já havia assumido sua forma demoníaca e era circundado por imenso poder, contudo, o imortal também possuía seus segredos. O vampiro era sacerdote de uma antiga divindade a muito esquecida, enriquecido e sustentado por esse deus antigo o adversário de Algustus se mostrava especialmente perigoso. O bruxo podia sentir a aura mística e poderosa que guardava o rival e tomava precauções, pois não queria ser surpreendido. A peleja continuou com os dois se respeitando muito, Cleont tomou a iniciativa de se expor e revelar sua verdadeira força para terminar o combate. O grande vampiro tocou o chão fazendo duas gárgulas saírem de um pequeno portal, os enormes monstros de pedra avançaram no bruxo serpente que teve que usar suas habilidades de rei das víboras para se esquivar dos poderosos e rápidos golpes que o atingiam, ele deixou uma pele vazia e se desviou para a lateral fugindo dos ataques. A resposta veio rapidamente, esse jogo de invocações era para dois. Algustus desenhou um portal no chão e trouxe ao mundo físico dois dremoras equipados e armados, os demônios convocados pelejaram contra as gárgulas e iniciaram uma batalha a parte. Os dois generais então voltaram novamente às atenções para si. Algustus apostou em magia, lançou grandes bolas de fogo negro e até mesmo uma arrevoada de corvos incendiários, tudo sem grandes efeitos. A armadura do imortal parecia impossível de ser superada. Ademais a isso, sua habilidade em combate era especialmente surpreendente, o vampiro era muito rápido para um individuo que usava um equipamento tão pesado, Lynerin tinha sérios problemas para evitar os golpes da grande espada bastarda do inimigo, afinal, um golpe bem dado certamente partiria o bruxo ao meio.
                Ofegante e frustrado o bruxo das flores procurava um caminho que o levasse até a vitória, caminho esse que até agora parecia inexistente ou inatingível, nenhum ataque físico ou mágico parecia surtir efeitos. Não obstante ele não tinha a mesma habilidade e seu cansaço havia causado uma diminuição considerável de suas habilidades físicas. O inimigo fazia jus ao seu apelido de “o imortal”, realmente a proteção divina que ele recebia e suas habilidades faziam crer que seria impossível matá-lo. Enquanto pensava em todas essas variáveis Algustus se viu encurralado, não havia percebido que o vampiro o levará para uma armadilha, preso entre o inimigo e as gárgulas (que a esse momento já haviam destruído os dremoras de Al) o mago se vislumbrou em uma péssima situação. O rei negro até se esquivou do golpe de Cleont, mas acabou direto nas garras das Gárgulas, as criaturas o rasgaram a pele com um golpe preciso e perfuraram seu pulmão com outro, Al agora respirava com certa dificuldade. Ele se impulsionou para trás e deixou uma pequena rosa negra no chão, a flor explodiu em uma bola de energia negra e consumiu os monstros.

                O tempo passava, o ar parecia correr de Algustus e sua visão começava a embaçar devido à baixa oxigenação, um fiapo de sangue escorria em usa face saindo de sua boca e chegando até o peito. Mergulhado em seus pensamentos ele procurava a resposta de como matar o inimigo, e então, percebeu que a pergunta estava errada. Não era necessário que Algustus o matasse... Em um ultimo esforço Algustus ativou a própria runa de poder que havia adquirido com o sacrifico do irmão, diferente das outras, a do bruxo era lilás, e ficava no dorso de suas mãos. A marca brilhou e junto com ela os olhos de Al, o ambiente escureceu e o rei de Dragonsreach tomou sua forma com o selo da rosa aberto. Palavras fugiram de sua boca e um grande portal alaranjado se abriu atrás de Cleont, o vampiro olhou confuso, sem compreender tão bem o que é acontecia ali e então ele sentiu, como se o portal fosse um super imã e ele um prego, o vampiro estava sendo sugado por aquela fenda dimensional. Forte e resistente, o Imortal fincou a espada no chão e se prendeu a ela, os tentáculos de Algustus o golpearam e o bruxo reuniu as ultimas forças em uma bola de energia negra, com a explosão do impacto o filho da noite se soltou de sua espada e foi sugado portal adentro. A fenda se fechou logo após, estava feito, o general inimigo havia sido banido para uma outra dimensão, uma dimensão qualquer entre as infinitas do universo da qual provavelmente nunca sairia. Al voltou a sua forma normal e sentou-se no chão cansado e com seu arrogante sorriso no rosto, fez uma rosa negra brotar ao seu lado, recolheu e sentiu a fragrância da flor.   

Sacrifico. Valor. Liberdade

Jordan encarou o Terrível Lobo Dourado a sua frente. A brisa soprou os cabelos amarelos do republicano, então ele colocou seu elmo e segurou seu escudo. Raio da Aurora, sua lâmina, brilhava a luz da Lua. Enfim, o vento soprou mais uma vez. O duelo de Lycans começaria. O Lobo Dourado empunhou sua lâmina com destreza e Jordan segurou Raio da aurora e o silêncio se fez novamente no campo de batalha. O céu trovoou e os Lycans haviam sumido num piscar de olhos. Os soldados que viam a batalha tentavam localizar os generais, mas seus olhos eram lentos demais para acompanhar a batalha. A cada choque de espadas, uma trovoada, então lá estavam eles, em cima de uma pequena colina, não muito distante. Olhavam-se com firmeza e fúria. O Lobo Dourado ergueu sua espada e num golpe vertical tentou pegar Jordan de guarda baixa, mas o Lycan previu o movimento inimigo e se defendeu com seu escudo. A pancada de aço com aço produziu um som ensurdecedor. Jordan manejou Raio da Aurora com um movimento vertical, mas o Lobo Dourado o bloqueou. Os generais lutavam de iguais para iguais, os exércitos vibravam em cada ataque. Então aconteceu, o Lobo Dourado baixou a guarda e Raio da Aurora se enterrou em seu estômago, o tempo parece parar e o general inimigo continuava a olhá-lo com o mesmo olhar frio. Lobo Dourado girou sua própria espada e a enterrou em seu peito. Jordan puxou sua espada e se afastou.
“acabou."
O garoto pensou, todavia estava errado.
 A criatura começou a mudar. Sua armadura aumentou, seu corpo expandiu, sua cabeça se ateou em chamas. Agora seu inimigo estava com o dobro de tamanho e com o corpo em chamas. A fera urrou, um urro tão alto que fez os soldados que assistiam tremer e entrarem em pânico. Jordan largou seu escudo, era pesado demais, o atrapalhava. Então Lobo Dourado avançou, sua espada vinha cortando a noite com um tom dourado, Jordan segurou Raio da Aurora e foi ao seu encontro... As espadas se chocaram e barulho soou como uma explosão. Os dois generais dançavam mortalmente com suas lâminas, giravam e golpevam. Jordan tinha um corte feio nas costelas, mas não parou, continuou duelando titanicamente com e General inimigo até que um chute no peito fez o rapaz ser arremessado contra um paredão. O paladino se ergueu devagar enquanto Lobo Dourado se aproximava com sua cabeça em chamas. Jordan ergueu sua cabeça e sorriu, então girou os braços e raízes começaram a sair da terra e se enrolar no General inimigo, a besta se debateu tentando se soltar, Jordan pulou e alcançou Raio da Aurora e avançou tão rápido quanto um raio e tão certeiro quanto uma flecha atirada pelo próprio Apolo, mas então o inesperado. O General inimigo rompeu as raízes com sua espada e transpassou sua lâmina pelo peito do paladino que caiu de joelhos. Sangue pingava de seu peito, sua vida passava como um filme.
Tudo teria sido em vão? Todas as tentativas de salvar Shadow Falls e sua família? Sua tentativa em vão de salvar seus amigos?
A besta deu uma espécie de riso grotesco e arrancou sua espada do corpo de Jordan e começou se afastar.

- espere... Besta... Ainda não terminei... - o Paladino disse cuspindo sangue.

Lobo Dourado.
- criatura estúpida. Jurei nunca mais falar com ninguém desse planeta, mas você, você mereceu ouvir minha voz, seu estúpido. Pensou que poderia me deter? Vou marchar sobre Shadow Falls. Vou matar cada Amigo seu.
O garoto cuspiu mais meio litro de Sangue e olhou para o Lobo Dourado com dificuldade.
- você...
Lobo Dourado.
- cale-se, quero que veja quando eu matar sua namorada. - a criatura deu uma risada vil e deu as costas para Jordan.
Parecia tudo perdido, o garoto tentou alcançar Raio da Aurora mas foi em vão. Ele mal tinha forças para se por de pé, quem dera lutar.
- me desculpe minha família... Eu... Eu não posso. - e ele rosnou, sua forma Lycan clamava para sair
- eu não vou permitir! - ele hugiu e a runa queimou em seu braço e o Lycan se reergueu. Ele estava em sua forma Lycan, a mais poderosa. A Runa havia lhe deixado ainda mais poderoso. Ele agarrou sua espada e rosnou para Lobo Dourado.
- você irá morrer. Nunca irá tocar na minha família.
  O Lycan disse e disparou. Sua velocidade havia aumentado drasticamente, parecia um Raio negro rasgando o tecido da noite, não era só a Runa que havia lhe dado mais poder, não era só a força mágica, mas sim a força de seu coração.
- isso é pelos meus amigos da Silver Skull!
O lycan gritou e suas espadas se chocaram. Um clarão fez a noite virar dia. O trovão mais alto já registrado havia sido feito a partir daquele choque. Lobo Dourado se espantou com a nova velocidade do Lycan negro e a sua expressão de convicção havia sumido. As espadas não agüentaram o choque e se quebraram, Jordan latiu e partiu para o ataque físico. Usou suas garras com força e destreza. O General da Alliance se defendia com podia do lobo negro.
- isso é por meus amigos que morreram nessa guerra!
O paladino disso e arrancou a parte do peito da Armadura do General. Os olhos de Jordan Mudaram de vermelhos para totalmente negros. Sua forma absoluta de ódio e fúria havia aflorado. O General quase não conseguiu se defender.
- e isso é por todos que amo!
O lycan berrou e girou no ar. Suas garras brilharam a luz da lua e ele caiu atrás do general, de joelhos.


Uma pausa se fez. Ninguém disse nada, o vento parou, os gritos pararam, o mundo parou. Os gigantes permaneciam parados, como estátuas, até que o corpo do General inimigo caiu decapitado. Jordan se ergueu com a cabeça de Lobo Dourado e uivou. Um uivo de ódio. Um uivo de alívio. Um uivo de esperança.    

Luz e Trevas: A dança dos opostos

  Era uma luta épica, daquelas que só acontecia uma vez em centenas de anos e ficava registrada nos livros e na memória de todos os que tiveram o privilégio de assisti-la. Os soldados que rodeavam os quatro generais mal podiam piscar os olhos, muitos deles às vezes se esqueciam até de respirar tamanha a concentração para acompanhar os movimentos dos lutadores. Os estrondos, o vento e a energia que ecoava a cada embate, a cada choque de armas ou poderes bloqueados eram espantosos, o chão embaixo deles começava a ceder, apresentava inúmeras rachaduras tamanho era o nível de energia empregada naquele épico embate.
                 Adryel e Lex lutavam em conjunto, embora tivesse passado tanto tempo distantes um do outro, e mesmo com todas as coisas que houve entre eles, a harmonia em combate seguia intacta, pelos milésimos de segundo em que cruzavam os olhos eles podiam se entender e previr a próxima ação um do outro agindo de forma perfeita para atacarem e se protegerem.  Adryel já havia ido mais longe que em qualquer outra vez, seu selo se resumia a três arcos minúsculos em suas costas, chegara finalmente ao nível três e era um verdadeiro milagre não ter perdido o controle de sua consciênci. Ele não sabia, mas, a graça angelical de Lex coibia as trevas de Adry, e enquanto os dois lutavam juntos ela involuntariamente o impedia de perder o controle para sua natureza Baali. Agora a aura negra no entorno do vampiro possuía sua própria consciência, havia olhos na escuridão, o tremere quase não podia ser reconhecido, às vezes ele era parte das trevas, em outras, embora voltasse à suas feições normais ele estava diferente, mais insano, rápido... Demoníaco.
                Lex seguia em sua aura angelical, sustentava armadura completa, uma espada azul e brilhante reluzia em sua mão direita. A Brilho da manhã, como era conhecida a espada criada dentro do próprio corpo da garota, a graça de um anjo pode criar uma arma única que atende às inclinações do dono. A transmorfa lutava com bravura, um grande corte sangrava em sua face, seus cabelos voavam contra o vento uma vez que seu elmo havia sido arrancado durante os embates com Balfur. Ela se esquivava dos golpes com a graça de um pássaro e os revidava com a fúria de um deus.  
                Céu e inferno correram em “zig e zag” em direção aos dois oponentes, as duas espadas se juntaram para um grande ataque, Adryel golpeou primeiro com a vingadora sagrada, as chamas negras lamberam a armadura de Vignir que uivou em resposta, Lex veio logo atrás com a Brilho da manhã, cristais de gelo se formaram onde a Lâmina tocou e em seguida se expandiram em espinhos gelados na pele do Lycan que cambaleou furioso. Balfur tentou se aproveitar da oportunidade para acertar Lex, Adry se interpôs entre os dois e bloqueou o vampiro inimigo utilizando-se de seu próprio... corpo(?). Eu não chamaria aquilo de corpo, não esse corpo físico e palpável, Balfur golpeou um muro quase espectral de trevas e energia escura, uma enorme boca de cachorro se abriu e arrancou o braço do General da Alliance. Lex recuou, mas, não rápido o suficiente para se esquivar da fúria de Vignir, o grande lobo cinza saltou sobre a celestial e a golpeou com suas garras, um novo profundo corte se abriu no peito de Lex que tentava se soltar, Adry estava ocupado de mais com Balfur, o inimigo embora sem um braço continuava inteiro, para a surpresa do Tremere, o oponente criou um feixe vermelho com a mesma energia estranha que ele utilizava para atirar as esferas explosivas e agora combatia normalmente como se possuísse dois braços, com a diferença que um deles era ainda mais mortal. O impasse se estendeu por mais um tempo até Lex conseguir se soltar das garras de Vignir ao chutá-lo para o ar, e Adry finalmente ser golpeado com força e rolar para trás alguns metros. Novamente os quatro se encaram, se estudaram e esperaram o momento para atacar.
                Todos apresentavam enormes sinais de cansaço, suas energias vitais já começavam a diminuir consideravelmente. Vignir se antecipou e deu o primeiro passo, correu em direção ao vampiro e o socou, suas patas encontraram o vazio das trevas de adry. Milhões de olhos se abriram da massa escura e o Lycan começou a urrar de forma desesperadora, doentia e então a golpear o ar ao seu redor, aquilo exigia um enorme esforço do tremere mas, era muito efetivo. Lex não mediu esforços e se lançou sobre Balfur, as espadas se encontraram no ar e um estrondo ecoou pelo campo de batalha, em um movimento sutil o inimigo se desviou e a celestial passou direto na fúria de seu golpe, vulnerável e surpresa, nada pode fazer quando sentiu o aço frio lhe atingir pelas costas, contudo o que mais lhe causou dor foram as penas. Plumas brancas espalhadas pelo ar e um jato de sangue que espirrou manchando-as de rubro, Balfur havia arrancado as asas da garota que agora se sentia fraca e nua, ela pensou em se esconder, em chorar talvez. E então deu lugar ao sentimento mais destrutivo que poderia naquele momento, ódio. Seu olhar agora vermelho e inundado por um combustível mortal se voltou para o maldito vampiro que ousou lhe atacar, sua espada brilhou em suas mãos, o tempo pareceu parar, o brilho se intensificou e ela cortou o ar diversas vezes, o clima ficou frio e a temperatura decresceu rapidamente, flocos de neve se formaram Lex atingiu o monstro a sua frente e ele congelou total e absolutamente, uma grande estátua de gelo. Ainda inundada pelo ódio a garoto esmurrou a escultura fazendo-a e se tornar milhares de cacos. A fúria passou e sua força também, ela caiu no chão, fraca e quase desmaiando.
                Agora a batalha se resumia a Adryel e Vignir, os dois se enfrentavam relembrando toda a ojeriza que suas respectivas classes sentiam uma pela outra. Um Lycan e um vampiro decidindo uma guerra, quantas vezes isso já não aconteceu? Quantas guerras as duas classes já travaram? Naquele momento, mais que a rixa milenar que cercava as famílias, estava em jogo o futura da republica Shadow Falls e de todos aqueles que amavam esse projeto. Mais um selo se rompeu, e agora a instabilidade era plena. Tudo tornou-se escuridão. O poder do vampiro era intangível naquele estágio. A lua que brilhava alva no céu sangrou e se tornou rubra, olhos e escuridão, olhos na escuridão, quantos olhos te olham das trevas? Olhe bem para eles, eles observam você, olhos na escuridão vejam só, agora você é apenas um olho na escuridão... De maneira inexplicável Vignir foi absorvido por aquele mar de sombras e olhos, ouvia-se gritos, não só do lobo, mas de tantas outras almas devoradas. Agora a força do inimigo era de Adry, mais um par de olhos se escondia nas sobras e a noite reinava soberana. Adryel sorriu. Seu olhar doentio e seu sorriso largo cobriam novamente a noite carmesim.
  - Temam, corram por suas vidas vermes! A noite chegou! A noite é fria e cheia de terrores!   
               
                 

sábado, 11 de julho de 2015

Flores para os mortos. Fogo para os inimigos.

             Após a derrota em Silverskull Algustus optou por avançar com um pequeno exercito pelas Terras Selvagens e atacar a Alliance pelo Sul. A idéia era surpreender os inimigos que marchavam desavisados para Shadow Falls e deixavam vulnerável seu flanco inferior. Algustus primeiro selecionou dois mil membros de sua legião, após esse evento escolheu e enviou cartas para mil soldados do acampamento, uniu-se a mais dois mil de Elfenrai. Estava formado seu pequenino exercito de cinco mil bravos soldados dispostos a causar um contundente dano à alliance, em uma missão que provavelmente seria a ultima de suas vidas. Entendam a lógica, Cinco mil, contra cinqüenta mil soldados que defendiam o norte. Era uma missão onde poucos ou nenhum voltariam. 
                
        Então por que fazê-la?  Nesse momento as legiões da Alliance marchavam sem preocupações para Shadow Falls e posteriormente Dragonsrech. O Bruxo das flores sábia que era necessário causar certo caos no inimigo. Fazê-lo temer novos ataques em sua retaguarda, abrir caminho e, sobretudo, queimar os recursos. A inteligência havia localizado um grande depósito de suprimentos ao sul das terras Orcks, desse depósito saiam carregamentos responsáveis por abastecer a frente de batalha da alliance, se pudéssemos capturá-lo, ou simplesmente queimá-lo as tropas no front ficariam sem comida, sem suprimentos e enfraquecidas, dando certa vantagem para Shadow Falls. Daí a importância dessa missão, embora parecesse pequena, essa batalha poderia mudar o rumo da guerra.
                

quarta-feira, 8 de julho de 2015

O Cerco a SilverSkull

 Os exércitos da Alliance finalmente batem à nossos portões, centenas de milhares, Orks, Lycans, Vampiros, Magos, Transmorfos sangue do nosso sangue do outro lado das linhas inimigas. Bestas e feras selvagens, Golens e Goblins, renegados, mercenários, elfos negros, tribos nórdicas, as legiões marcha fazendo a terra tremer, o céu se enche de trevas e temor enquanto os tambores ecoam na amplidão e as pessoas fogem desesperadas para onde acham ser seguro. Mas, onde é seguro ? Não há um só lugar seguro em toda Terra. 

  Eles marcham, descem a garganta e atravessam pelas terras Orks, agora batem à nossa frente e tentam tomar o que é nosso. Querem marchar sobre SilverSkull e matar nossas famílias, querem pilhar o que tanto batalhamos para construir. Quantos horrores o inimigo ainda guarda? Quantas surpresas ele ainda tem para nós? Enquanto avançam nossos bravos soldados tomam suas posições, eis que a noite é escura e cheia de terrores, e essa é a hora de sermos corajosos, não a hora melhor para demonstrar coragem do que essa. Essa, a hora em que nossos sentidos mergulham no medo, é que se deve ainda assim segurar firme nas armas, vestir sua aradura e seguir confiante para batalha. Não por você, não por mim, mas por todos aqueles que dependem de você. Pelas famílias que se ajoelham rezando, pelos órfãos que lha clamam herói, pelas crianças que correm nas ruas descuidadamente enquanto o Caos se aproxima. 

  Os exércitos de Shadow Falls foram deslocados para proteger SilverSkull, não temos noticia sobre Algustus e suas tropas, nem sobre os Elfos. As ultimas informações versam sobre eles se organizando para um ataque utilizando-se de uma passagem nas Terras selvagens. Hoje lutaremos até nossos braços se cansarem de matar. Haverá 7 deles para cada um de nós. Se cairmos, será lutando. 



Trilha sonora sugerida: 

https://www.youtube.com/watch?v=CsBwsec14Nc
https://www.youtube.com/watch?v=WU7SGn0MeP0 








 


O Preludio

    É um tempo de trevas e dor. Parece que nos últimos meses os céus insistem em ficar nublados e chove mais que o normal. A Terra Magica permanece em um empasse, duas forças disputam o poder, de um lado a Alliance e seus aliados tentam avançar além de seus domínios e conquistar por completo o continente sul. Apoiadas pelas tribos do norte, Orcks, e outras raças menores a Alliance avançou nos últimos meses aquilo que não conseguiu em anos, parece que todos os preparativos e planos foram postos em pratica de uma unica vez, e isso apresentou-se como suficiente para surpreender a resistência.
   A Resistência, uma coalizão entre Dragonsreach, Shadow Falls, Valfenda, os povos do sul e outras pequenos povos tem perdido território diante das investidas da Alliance. Acontece que nos últimos tempos A Resistência tem sofrido com desentendimentos internos, enquanto a Alliance parece se fortalecer e unificar cada vez mais sobre as ordens do General Malacath.
   Os relatórios recentes apontam para os insucessos em proteger o pântano de Jirmt ao norte, a perda do castelo Xistr também ao norte, os Orks tomaram a fortaleza de Krastov no reino Elfico do leste. Os exércitos da Alliance agora se concentram todos aos nossos portões. Quatro grandes localidades permanece de pé, SilverSkull, ShadowFalls, Valfenda e Dragonsreach.
  As informações recentes são de quê a Alliance está marchando com todas as suas tropas para dar fim a coalizão de resistência, tomar essas quatro localidades e findar a guerra. Relatórios recentes apontam para um exercito de 650 mil criaturas. A Resistência possuiu hoje 220 mil soldados à disposição. As nuvens de sangue se erguem sobre todos nós. O tempo das batalhas decisivas se aproxima. Poderemos vencer ? A que preço ?