quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O Fim dos Tempos está próximo - Por Alone

        Há eras que bobos da corte e velhos putridos que se diziam profetas vem dizendo isso e a tanto tempo quanto achavamos isso loucura ou insanidade... Mas os tempos escuros chegaram, não há como negar. Cinco anos desde a derrota do primeiro dos filhos da Destruição, os Exércitos Dourados se sobressaem perante os Exércitos da Desordem, mas isso é tudo? As criaturas mais poderosas de toda a criação serão tão facilmente acuadas de volta para as profundezas? Simples humanos, que nem mesmo anjos se envolveram, poderão faze-lo?

Essa paz é apenas uma tática dolorosa e lenta dos Destruídores. Uma tortura que faz-te acreditar que tudo vai se amenizar, vai se encaminhar. Que tudo poderá voltar a ser como era e que vamos sobreviver... Uma tortura longa e penosa que dura Cinco anos. Estamos nos acostumando novamente a viver em nossas casas junto de nossas famílias, fingindo que nada vai acontecer, mas lá, na Cidadela Dourada, Adryel Tremere e Jordan Hentorion, novamente trazidos dos mortos para liderar-nos, estão eles escondendo algo?

Shadow Falls nunca esteve tão largada, Dragonsreach sendo regido por uma criança sadica e cruel e os demais reinos fingindo que não vêem a ruína chegar.
Tortura, uma longa tortura. Os Deuses do Caos são tão poderosos que nem mesmo os primeiros puderam mata-los, levaram o mundo a quase ruína. Eles vão voltar e as duas principais potências  que temos agora se resumem há uma cidade dormitório e um quarto de um garoto sadico.

- Alone.

🌱 "Onde esta a defesa florestal?!" 🌱 - Por Yuikine


"Já faz algum tempo desde quando *realmente* víamos floresta lá dentro"
-Disse um morador das redondezas da floresta.
Novos boatos estão invadindo os ouvidos dos moradores de Dragonsreach e Shadow Falls. A constante queda de árvores na floresta está causando um alvoroço com as criaturas que ali habitam, desestabilizando a ordem.
"Fora isso, há muitos que necessitam da floresta para sobreviverem, eu mesmo coleto os ingredientes das minhas receitas lá"
-Disse um Lycan enfurecido (Logo após, tivemos de sair de perto, já que o mesmo ameaçou nos atacar).
"Eu moro lá, poxa, pra que isso, quer saber, eu quero que esse cara se *censurado*, ninguém aqui é obrigado a aguentar árvores caindo na sua casa e na *censurado* do seu quintal."
-Reclamou um Drow enfurecido, que em seguida entrou em sua casa.
Há rumores que a constante queda de árvores está sendo causada por um Troll, e que o mesmo se auto intitula "Lycan lendário".
Tentamos entrar em contato com os líderes de cada reino (SF e DS), não podendo, já que os mesmos estão em reforma após a luta do Caos.
"Isso deve ser TPM, cheguei na 'mó' humildade pra falar com ele, aí ele vem e me dá uns tapa, poxa, eu preciso da floresta pra sobreviver, assim não dá."
-Disse Fūdo, um Lycan com o braço quebrado.
Não somente o Troll de 4,5 metros, mas todos, nós temos que preservar nossa floresta, o lago está cheio de lixo, onde estão as autoridades?! Sem isso, nunca irão se reerguer, com este Troll andando para lá e para cá, amedrontando todos, destruindo tudo.
Já voltamos com mais informações
Ass: Yukine

A preparação para um novo voo... - Por Victor Buckhart


Faz cinco anos desde que cheguei à Shadow Falls, e neste pouco tempo – digo pouco tempo pois há aqueles que aqui se encontram desde que o lugar ainda era um acampamento – pude notar a incrível capacidade de resiliência que permeia o lugar. Digo isso baseado em dois elementos que explanarei de forma sucinta. O primeiro consiste em um achado que fiz recentemente, um livro para ser mais exato, no qual continham escritos de LutchezarDrabow. Escrito em uma linguagem simples e até mesmo informal, o xamã fala de suas vivências desde que chegou ao lugar e aqui destaco o elemento da capacidade de se reerguer que Shadow Falls possui, algo bastante frisado por Lutchezar:

“As asas da Liberdade, foi isso que ouvi Adry dizer logo que cheguei aqui e ao ve-lo pela primeira vez. No ínicio não entendi bem, mas ao me deparar com a guerra contra a Alliance pude ver com meus próprios olhos o poder de recuperação de cada filho da liberdade, o que me fazia questionar o que os levava tão longe. Depois de muito pensar percebi que o que tornava Shadow Falls tão forte não era o fato de seus guerreiros possuírem itens lendários, ou mesmo criaturas incomuns a seu favor, mas sim o fato de tomarem a vida, os bens, a cidade, como suas motivações luta...”. (DRABOW, Lutchezar)

Somado à esse trecho extraído do livro de Lutchezar, acresço o segundo elemento que se trata da minha própria percepção acerca da realidade do lugar atualmente. As pessoas começaram a sorrir novamente, os exércitos começam a se reerguer, a economia mais uma vez circula de forma dinâmica, e o governo, embora vítima de perdas, segue firme e confiante na restauração da glória do passado.


Victor Buckhart

Uma crônica sobre renovação - Por Charlie Johns

Os anos são algo muito relativo, não é mesmo?
Cinco anos se passaram após a terrível batalha contra o Deus do Caos.
Lembro-me  de que as pessoas da cidade e até mesmo a própria cidade, ficaram seriamente abalados e muitas vezes destruídos.
Houveram morte para dar e vender, assim como a destruição... O caos tentou adentrar por nossos portões e em nossos corpos, mas os corajosos guerreiros não permitiram que isto acontecesse. Muitos até deram suas vidas, para que a “paz” fosse instaurada novamente no reino e no acampamento.
Quando a batalha teve seu fim, o que mais se via eram corpos entrando e saindo de Shadow Falls, pessoas feridas, sem membros e até mesmo... sem vida.
A carne morta do Deus do Caos, demorou um longo tempo para se desfazer e a terra processá-lo, porém quando isto aconteceu...VIDA NASCEU!
UMA INCRIVEL E INSPIRADORA VIDA!
Os campos de Shadow Falls nunca foram tão floridos e com um cheiro tão agradável e forte...
Os campos nunca foram tão verdes e cheios de vida...
E a floresta nunca emanou tanta vida, como emana hoje...
As pessoas hoje em dia, parecem estarem mais calmas e tranqüilas com tudo que aconteceu... Porém sempre com os olhos e ouvidos atentos para que qualquer ameaça que poça querer nos atingir.
A cada dia, mais pessoas e guerreiros adentram pelos portões desta bela e brava cidade... Vindo atrás de saber, coragem e força. As famílias estai crescendo cada dia mais, volta e meia você crianças correndo com espadas de madeira pelo centro ou em frente a seus chalés.
E assim, por enquanto, os nossos guerreiros e amigos buscam continuar com tudo isso. Continuam em busca de instaurar a paz em todos os reinos. Nem que para isso, precisem dar sua vida para salvar a de muitas outras.

                                                  Escritora: Charlie Johns.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Verde das almas - Missão da Ordem - Cap VIII

VIII

Riel pegou o Grande ferrão da Rainha e jogou no colo de Illikan.

- Parabéns por sobreviver novato.  Use isso para não precisar de mim par te salvar da próxima vez. Humf. – O fae disse enquanto perdia altitude até pousar.
                May havia conseguido deter os sangramentos de Alexander, não que isso significasse um grande avanço, uma vez que ele se recusava a acordar, nitidamente exausto pelas feridas e pela missão até aqui. O garoto permanecia desacordado no chão.
                - Muito bem, fiz tudo que podia, precisamos levá-lo de volta para casa, sobretudo, precisamos sair daqui. Vamos seus molengas. – a rainha disse com uma postura de autoridade, embora demonstrasse também nítido cansaço.
                - Mais deles virão... Vamos dar logo o fora daqui. – O Fae disse enquanto recolhia suas asas e pousava junto a May para ajudar a carregar Alex.
                - Certo ... – Stummp disse desapontado, sem sua armadura.
                Os Ordenados seguiram em silencio e atentos a qualquer movimento estranho que pudesse representar algum perigo. Subiram pelo Túnel sul em direção à superfície, haviam marcado o caminho e não demorariam a sair daquelas malditas cavernas, Illikan e Stummp permaneciam angustiados e curiosos pela ausência de Algustus e também pela falta de reação de Alexander, todavia sem coragem para questionar o desaparecimento, e principalmente para evitar qualquer ruído capaz de atrair atenção para eles.
                A luz do sol finalmente agrediu os olhos dos Ordenados, vislumbraram ao longe os raios de luz invadindo o recinto e clareando o chão, aceleraram os passos em direção à saída, até ouvirem ruídos atrás deles, sons que gradativamente ficaram mais altos e próximos até perceberem que ainda havia um último guarda de Elite, vivo, e aparentemente nada feliz pela morte de sua rainha. Os Túneis eram pequenos, não permitiam a movimentação para um combate, em contrapartida o inimigo estava acostumado a lutar nesse ambiente e tinha a nítida vantagem do terreno. Outro som se fez audível atrás do monstro, uma série de batidas, como se um tanque de guerra estivesse forçando a passagem e esbarrando e destruindo parte das paredes de terra. Realmente, tudo que precisavam era ter que vencer outro exército antes de deixar a caverna.
                Os guerreiros se esforçaram para pegar suas armas, aquilo estava cansativo, desistir e morrer começava a parecer uma opção interessante. Descansar. Se prepararam para o combate, avançaram contra a criatura, porém, antes mesmo que pudessem desferir qualquer ataque um massa metálica negra e sólida esmagou o crânio do inseto e parou em frente aos Ordenados. Os olhos de Stummp brilharam e ele deu um passo à frente, sua armadura havia lhe ouvido, ela estava ali, o garoto abriu os braços e num movimento mágico cada parte da armadura se moveu encaixando-se no garoto e vestindo-o por completo.  
                - Meu mestre. Eis-me aqui.  – a voz diabólica ressoou na mente de Stummp. – O Jovem lobo ateve-se a sorrir e a prosseguir para fora da caverna.
                Tão logo saíram da caverna Alurk pousou na frende deles com as Águias negras que os haviam trazido até ali. Era hora de partir Stummp Subiu em seu dragão e colocou Alexander sobre ele. May e Riel dividiram uma águia, Layla (que esperava na entrada) e Illikan outra. As aves ergueram voo e o jovem vampiro não conseguiu segurar a curiosidade.
                - Onde está nosso Rei? – Indagou o menino.
                Nitidamente o olhar de todos fez-se preocupado. Demoraram algum tempo para responder, para explicar suas preocupações.
                - Ele virá depois... sei que virá – A rainha de Dragonsreach disse visivelmente abalada.
                - O que ela quer dizer, é que nosso Rei precisa resolver algumas questões antes de voltar, Lady Giovanna foi levada para um lugar perigoso no centro da floresta, um lugar perigoso de mais para nós. Algustus julgou que ele deveria partir sozinho, e nosso dever seria voltar para Dragonsreach e proteger nossa cidade, a rainha regente e os príncipes serão plenamente capazes de resolver eventuais questões do governo. Nosso Rei foi atrás de algo que pode mudar os rumos da Guerra. Temos que confiar nele.  – Riel disse sério, era estranho ver a fada usar aquele tom, ele parecia de fato preocupado.
                - Nós devíamos voltar! Nosso rei precisa de nós – Stummp disse apertando os punhos.
                - As ordens foram dadas. – Riel respondeu seco – Ademais, você não viu o que vimos, não sentiu o que havia naquele lugar, se formos, seriamos mortos. Se alguém pode ir e voltar de lá, é nosso Rei. – Era nítido o temor nos olhos do garoto.

                As aves aumentaram a altitude, era possível ver grande parte da gigantesca floresta dali, e se olhassem atentamente poderia ver o centro daquela grande área e a árvore mãe. Sobre ela erguia-se um céu negro e tempestuoso. Que Sithis proteja o Rei.               


quarta-feira, 29 de junho de 2016

Verde das Almas - Missão da Ordem - Cap VII

- Oush carai! To indo! – O Fae gritou e saiu voando de volta para a frente de batalha.

                Ilikkan se levantou vagarosamente tentando recuperar suas energias, sacudiu a cabeça, alongou o corpo, permaneceu sentado, não estava apto para uma luta, ainda não. Stummp permaneceu deitado fitando o teto em chamas. Olhava para aquilo imaginando quando seria a próxima peça do destino, fazer aquilo desabar sobre ele? Talvez, quão sádico o universo se sentia hoje?
                - Chame por mim. Você é meu, e eu sou seu, clame e eu irei a você. Peça, nossas almas são apenas uma – Uma voz maligna soou na mente de Stummp. Ele demorou um pouco para compreender. Algustus? Não. Sua armadura o chamava.
                O Lycan sabia que aquela armadura não era normal, sabia que ela o levaria a loucura de forma lenta e progressiva, podia senti-la tomando sua alma aos poucos, roubando sua sanidade, se alimentando dele, mas, seu poder, ele se sentia imortal e com 50 metros de altura quando a trajava, e em combate, o temor que o brilho negro da Maldição de Brianove levava temor ao coração dos inimigos. Ele estava plenamente ciente dos riscos, e queria correr cada um deles.  Se levantou cambaleante, sorriu e bradou:
                - Ouça teu mestre, venha até mim, eu lhe ordeno, eu aceito e suporto a Maldição de Brianov. Somos um! Venha até mim!!!  - Nada aconteceu, Illikan ficou olhando o amigo com cara de “coitado, enlouqueceu de vez, vai começar a comer merda e ver gnomos”.
                O Lobo olhou ao redor, esperava algo acontecer, nada além de decepção.
                May continuava seu esforço para trazer Alexander de volta. Visivelmente exausta a garota tentava até suas ultimas forças num esforço pleno não deixar a vida do garoto se esvair.
                No fronte Riel e Shiro ainda se digladiavam contra Miriápode. A Rainha inseto buscava atingir um dos dois com seu veneno mortal, se obtivesse sucesso estava certa que as toxinas do composto fariam o resto do trabalho por ela. De outra feita, os ordenados buscavam se manter longe das presas e ferrões do inimigo. Em um movimento ousado a Rainha lançou contra os campistas um jato de teia prendendo Shiro no chão e avançando com suas presas contra a garota. Riel fez subir uma barreira de chamas e se lançou em uma rasante para salvar a companheira. Tão logo o Fae soltou a amiga foi atingido por uma das patas da Rainha aranha e rodopiou no ar até ir de encontro com o chão.
                Era um desafio e tanto, a inimiga era rápida, perigosa e muito forte em combates corpo a corpo. Não conseguiriam vencê-la sem riscos, e não podiam nem mesmo contar com os demais ordenados.  O Fae se levantou xingando a rainha e sacudindo suas asas. Shiro fitou-a e apertou com mais força o punho de sua espada.
                                              
_ Êsh _
                Riel alçou voo, porém se manteve sobre a companheira de Ordem, o garoto possuía no momento um sorriso potencialmente mais diabólico na face. Suas seis asas – Agora com o selo a pleno vapor – batiam velozmente em suas costas. Abaixo dele Shiro encarava o inimigo e se concentrava. A jovem bruxa cravou sua espada no chão, era hora de testar o que seu mestre havia lhe ensinado.
                - Pronto borboleta? – Ela perguntou sem tirar os olhos da Rainha que caminhava com cautela em direção à Bruxa.
                - Fala sério, eu sempre estou pronto. – O Fae respondeu revirando os olhos – Vamos lá. Comece!
                Shiro encontrou a palma de suas mãos na direção de seu peito e começou a recitar um mantra, seus olhos começaram a emitir uma luminosidade amarelada, e consoante esta aumentava ela subia as mãos para a direção de sua testa. Riel ergueu uma parede de fogo para ganhar tempo e pousou na frente da bruxa. Ele imitou os movimentos da garota. Seus selos começaram a brilhar e arder muitissimamente, em uma reação de imenso poder a espada lendária entre ele reagiu ao encantamento flutuando no ar e liberando grande gama de energia. Uma explosão de luz cegou a todos no local, quando a luz tronou-se menos densa, os corpos de Riel e Shiro estavam desacordados um sobre o outro e flutuando sobre eles, empunhando Ignis uma criatura tão grande quanto a rainha aranha, de proporções espectrais e como uma reiatsu devastadoramente grande. Êsh, o fogo devorador havia sido invocado com sucesso.*
                A criatura emitiu um som metálico e se lançou contra a Rainha Inseto, os reflexos da criatura a fizeram contra-atacar com suas teias que ao se aproximar do espectro demoníaco eram consumidas, Êsh atacou com sua espada, a aranha interpôs resistência utilizando seu ferrão como uma enorme adaga, o tintilar ressoou pelo local apenas uma vez. O segundo golpe da fusão resultante dos espíritos de Shiro e Riel foi devastador, Ignis ardeu de forma colossal nas mãos da criatura, num movimento horizontal abriu-se um corte por toda a extensão do corpo da rainha, chamas negras começaram a devorar a rainha de dentro para fora, sua vitalidade parecia ser o comburente das chamas devorando-a por completo. Até restar apenas o ferrão, intacto. Êsh se desfez e os espíritos foram sugados imediatamente para os corpos dos ordenados. Tamanho foi o desgaste do golpe, eles demoraram 15 minutos apenas para conseguirem se mover, e outros 20 para serem capazes de andar.
                Com a eliminação da ameaça restava agora trazer Alexander de volta e dar o fora daquela maldita floresta. Stummp ainda estava especialmente triste pela ausência de sua armadura, mas, não podia arriscar a vida de mais ninguém por ela. Estava perdida.

                May ainda reunia seus esforços, sem eu limite para não deixar Alexander vir a óbito. 

* O Êsh é um Espectro Infernal das Legiões do 6º Ciclo. Existem poucos deles, dentro da Hierarquia infernal são agentes autônomos não incorporando as tropas do Ciclo, tem liberdade para firmar pacto com seres da superfície. Podem ser convocados a partir de um feitiço de alimentação astral, basicamente, o invocador permite que o Êsh se alimente de parte de grande parte de sua energia vital, fornecendo para ele sua alma ( que servirá de substrato energético) por um curto período de tempo, criando uma porta de materialização no mundo terreno. É um feitiço extremamente delicado e raro uma vez que exige um pacto, uma linha de autoridade, e grande quantidade de energia para abertura do portal de invocação. As consequências possíveis são a morte do invocador, caso o Êsh venha a ser destruído, esgotamento mágico e físico do invocador e risco de, caso o espectro se revolte, este consiga subtrair a alma do invocador para si.


domingo, 26 de junho de 2016

Verde das Almas - Missão Ordem da Rosa - Cap VI

                                                         V I

Boom.
Uma explosão lançou os rapazes para um lado e a Rainha para o outro. Eles abriram os olhos ainda vivos, vislumbraram a sala confusos e então sentiram a temperatura subindo. Suas marcas arderam, olharam para o céu e viram uma figura voando.

- Uhahahaha. Queimar !! UUUHHHH Queimar pra caralhoo. Adoro churrasco de insetos, odeio coelhos – a figura parou pensativa – mas adoro queimar, queimar insetos é divertido.
Aquela insanidade no olhar, todo aquele poder e uma orelha faltando, nunca estiveram tão felizes em ver aquela maldita borboleta do satã. Riel lançava rajadas de fogo nas teias incendiando todo o local.
Eles sorriram, seus corpos relaxaram por um segundo, vislumbraram uma sombra negra se aproximar.
- Me- Meu Rei – Balbuciou Illikan, com sua visão embaçada.

            - Cala boca, ou vai morrer antes que eu poça te curar – A rainha revirou os olhos, empurrando o garoto e o deitando sobre o chão.
May se debruçou sobre Alexander e suas mãos se envolveram em uma luz esverdeada, se concentrava o máximo que podia perdê-lo não era a droga de uma opção, não depois do que havia acontecido. Ela precisaria dele, as ordens deviam ser cumpridas, embora as odiasse.
- Vai vai vai !!! Volta seu idota, a droga da sua missão não acabou, seu rei não ordenou que você morra ! Agora acorda!  - a luz ficou sensivelmente mais forte. Suor descia pela testa nua da rainha, seus olhos focados encaravam a face pálida de Alexander enquanto seus lábios repetiam um mantra incessante.
Um pouco a frente deles Riel e Shiro lutavam contra a enorme criatura, já muito irritada, diga-se de passagem. O Fae mantinha-se a uma distância segura disparando labaredas de chamas não só na Rainha, como em suas teias e qualquer coisa incendiavel na sala. A menina desembainhou Ignis Loudien. A temperatura subiu sensivelmente uns 5 graus, a espada ardia na mais pura chama, um brilho dourado saia do crepitar do fogo na lâmina, com um sorriso no rosto Shiro avançou contra a rainha.
- Nosso rei manou lembranças ! Ele disse que ouviu os insultos, mas, ao contrario dos cavaleiros dele que são dignos do esforço de um Rei, você não é.  – A garota balançou sua espada criando uma tormenta de fogo que atingiu a enorme aranha causando purulentas feridas e lançando-a para trás.
A rainha urrou visivelmente irritada.
- Eu matarei todos! E depois irei atrás do seu Rei!  Harrrr ! Guardas !!! – Ela gritou e uma fileira de soldados adentrou o local correndo em direção aos ordenados. 
 Kyriel voou em círculos gargalhando
- GRILOS FRITOS NO ESPETO SAINDO !!!!  -- E com um sorriso psicótico no rosto lançou uma nova saraivada de chamas negras contra os inimigos. Estes, prontamente impuseram seus escudos se defendendo.
Riel sentiu-se ainda mais motivado. Gostava de brincar com “a comida”. O selo em suas costas brilhou, suas feições mudaram, um novo par de asas brotou em suas costas, sua reiatsu elevou-se consideravelmente.
- HAHAHAHA ! VAMOS SUBIR A TEMPERATURA. QUERO VOCÊS CROCANTES !  -- O fae lançou uma tormenta de chamas negras vibrantes tão quentes, tão densas que consumiram não só os escudos nos soldados como toda sua carne, todo o líquido dos inimigos entrou em calefação sobrando nada além dos seus exoesqueletos sem vida e... crocantes.
Enquanto o mundo desabava a Rainha de Dragonsreach ainda tentava trazer Alexander de volta. Percebendo a situação Riel voltou-se para os companheiros e sobrevoou os mesmo os encarando de forma curiosa. Revirou os olhos.
- Espíritos do fogo, escutem teu servo, que venha a escuridão e restaure seus filhos! Graça dos Antigos ! – Uma luz azulada brilhou no chão atingindo Stummp, Illikan e Alexander. O vampiro e o Lobo sentiram o calor correr por seus corpos restaurando seus espíritos e vitalidade, suas feridas lentamente começaram a fechar, ainda estavam fracos e feridos, mas, a dança com a morte teria que esperar.
De outra feita, Alexander ainda não demonstrava reação.
            - PORRA FILHAS DAS PUTAS ! AJUDA AQUI CARAI !  -- Shiro gritou do outro lado enquanto se esquivava do enorme ferrão que saia do abdômen da aranha e tentava outro golpe para dar fim à ameaça.

                                           Kyriel - Selo nv 1