VIII
Riel pegou o
Grande ferrão da Rainha e jogou no colo de Illikan.
- Parabéns
por sobreviver novato. Use isso para não
precisar de mim par te salvar da próxima vez. Humf. – O fae disse enquanto
perdia altitude até pousar.
May
havia conseguido deter os sangramentos de Alexander, não que isso significasse
um grande avanço, uma vez que ele se recusava a acordar, nitidamente exausto
pelas feridas e pela missão até aqui. O garoto permanecia desacordado no chão.
-
Muito bem, fiz tudo que podia, precisamos levá-lo de volta para casa,
sobretudo, precisamos sair daqui. Vamos seus molengas. – a rainha disse com uma
postura de autoridade, embora demonstrasse também nítido cansaço.
-
Mais deles virão... Vamos dar logo o fora daqui. – O Fae disse enquanto
recolhia suas asas e pousava junto a May para ajudar a carregar Alex.
-
Certo ... – Stummp disse desapontado, sem sua armadura.
Os
Ordenados seguiram em silencio e atentos a qualquer movimento estranho que
pudesse representar algum perigo. Subiram pelo Túnel sul em direção à superfície,
haviam marcado o caminho e não demorariam a sair daquelas malditas cavernas,
Illikan e Stummp permaneciam angustiados e curiosos pela ausência de Algustus e
também pela falta de reação de Alexander, todavia sem coragem para questionar o
desaparecimento, e principalmente para evitar qualquer ruído capaz de atrair
atenção para eles.
A
luz do sol finalmente agrediu os olhos dos Ordenados, vislumbraram ao longe os
raios de luz invadindo o recinto e clareando o chão, aceleraram os passos em
direção à saída, até ouvirem ruídos atrás deles, sons que gradativamente
ficaram mais altos e próximos até perceberem que ainda havia um último guarda
de Elite, vivo, e aparentemente nada feliz pela morte de sua rainha. Os Túneis
eram pequenos, não permitiam a movimentação para um combate, em contrapartida o
inimigo estava acostumado a lutar nesse ambiente e tinha a nítida vantagem do
terreno. Outro som se fez audível atrás do monstro, uma série de batidas, como
se um tanque de guerra estivesse forçando a passagem e esbarrando e destruindo
parte das paredes de terra. Realmente, tudo que precisavam era ter que vencer
outro exército antes de deixar a caverna.
Os
guerreiros se esforçaram para pegar suas armas, aquilo estava cansativo,
desistir e morrer começava a parecer uma opção interessante. Descansar. Se
prepararam para o combate, avançaram contra a criatura, porém, antes mesmo que
pudessem desferir qualquer ataque um massa metálica negra e sólida esmagou o
crânio do inseto e parou em frente aos Ordenados. Os olhos de Stummp brilharam
e ele deu um passo à frente, sua armadura havia lhe ouvido, ela estava ali, o
garoto abriu os braços e num movimento mágico cada parte da armadura se moveu
encaixando-se no garoto e vestindo-o por completo.
-
Meu mestre. Eis-me aqui. – a voz
diabólica ressoou na mente de Stummp. – O Jovem lobo ateve-se a sorrir e a
prosseguir para fora da caverna.
Tão
logo saíram da caverna Alurk pousou na frende deles com as Águias negras que os
haviam trazido até ali. Era hora de partir Stummp Subiu em seu dragão e colocou
Alexander sobre ele. May e Riel dividiram uma águia, Layla (que esperava na
entrada) e Illikan outra. As aves ergueram voo e o jovem vampiro não conseguiu
segurar a curiosidade.
-
Onde está nosso Rei? – Indagou o menino.
Nitidamente
o olhar de todos fez-se preocupado. Demoraram algum tempo para responder, para
explicar suas preocupações.
-
Ele virá depois... sei que virá – A rainha de Dragonsreach disse visivelmente
abalada.
-
O que ela quer dizer, é que nosso Rei precisa resolver algumas questões antes
de voltar, Lady Giovanna foi levada para um lugar perigoso no centro da
floresta, um lugar perigoso de mais para nós. Algustus julgou que ele deveria
partir sozinho, e nosso dever seria voltar para Dragonsreach e proteger nossa
cidade, a rainha regente e os príncipes serão plenamente capazes de resolver
eventuais questões do governo. Nosso Rei foi atrás de algo que pode mudar os
rumos da Guerra. Temos que confiar nele.
– Riel disse sério, era estranho ver a fada usar aquele tom, ele parecia
de fato preocupado.
-
Nós devíamos voltar! Nosso rei precisa de nós – Stummp disse apertando os
punhos.
-
As ordens foram dadas. – Riel respondeu seco – Ademais, você não viu o que
vimos, não sentiu o que havia naquele lugar, se formos, seriamos mortos. Se alguém
pode ir e voltar de lá, é nosso Rei. – Era nítido o temor nos olhos do garoto.

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