- Oush carai! To indo! – O Fae
gritou e saiu voando de volta para a frente de batalha.
Ilikkan se levantou vagarosamente tentando recuperar suas energias, sacudiu a cabeça, alongou o corpo, permaneceu sentado, não estava apto para uma luta, ainda não. Stummp permaneceu deitado fitando o teto em chamas. Olhava para aquilo imaginando quando seria a próxima peça do destino, fazer aquilo desabar sobre ele? Talvez, quão sádico o universo se sentia hoje?
Ilikkan se levantou vagarosamente tentando recuperar suas energias, sacudiu a cabeça, alongou o corpo, permaneceu sentado, não estava apto para uma luta, ainda não. Stummp permaneceu deitado fitando o teto em chamas. Olhava para aquilo imaginando quando seria a próxima peça do destino, fazer aquilo desabar sobre ele? Talvez, quão sádico o universo se sentia hoje?
-
Chame por mim. Você é meu, e eu sou seu, clame e eu irei a você. Peça, nossas
almas são apenas uma – Uma voz maligna soou na mente de Stummp. Ele demorou um
pouco para compreender. Algustus? Não. Sua armadura o chamava.
O
Lycan sabia que aquela armadura não era normal, sabia que ela o levaria a
loucura de forma lenta e progressiva, podia senti-la tomando sua alma aos
poucos, roubando sua sanidade, se alimentando dele, mas, seu poder, ele se
sentia imortal e com 50 metros de altura quando a trajava, e em combate, o
temor que o brilho negro da Maldição de Brianove levava temor ao coração dos
inimigos. Ele estava plenamente ciente dos riscos, e queria correr cada um
deles. Se levantou cambaleante, sorriu e
bradou:
-
Ouça teu mestre, venha até mim, eu lhe ordeno, eu aceito e suporto a Maldição
de Brianov. Somos um! Venha até mim!!! -
Nada aconteceu, Illikan ficou olhando o amigo com cara de “coitado, enlouqueceu
de vez, vai começar a comer merda e ver gnomos”.
O
Lobo olhou ao redor, esperava algo acontecer, nada além de decepção.
May
continuava seu esforço para trazer Alexander de volta. Visivelmente exausta a
garota tentava até suas ultimas forças num esforço pleno não deixar a vida do
garoto se esvair.
No
fronte Riel e Shiro ainda se digladiavam contra Miriápode. A Rainha inseto
buscava atingir um dos dois com seu veneno mortal, se obtivesse sucesso estava
certa que as toxinas do composto fariam o resto do trabalho por ela. De outra
feita, os ordenados buscavam se manter longe das presas e ferrões do inimigo.
Em um movimento ousado a Rainha lançou contra os campistas um jato de teia
prendendo Shiro no chão e avançando com suas presas contra a garota. Riel fez
subir uma barreira de chamas e se lançou em uma rasante para salvar a
companheira. Tão logo o Fae soltou a amiga foi atingido por uma das patas da
Rainha aranha e rodopiou no ar até ir de encontro com o chão.
Era
um desafio e tanto, a inimiga era rápida, perigosa e muito forte em combates
corpo a corpo. Não conseguiriam vencê-la sem riscos, e não podiam nem mesmo contar
com os demais ordenados. O Fae se
levantou xingando a rainha e sacudindo suas asas. Shiro fitou-a e apertou com
mais força o punho de sua espada.
_ Êsh _
Riel alçou
voo, porém se manteve sobre a companheira de Ordem, o garoto possuía no momento
um sorriso potencialmente mais diabólico na face. Suas seis asas – Agora com o
selo a pleno vapor – batiam velozmente em suas costas. Abaixo dele Shiro
encarava o inimigo e se concentrava. A jovem bruxa cravou sua espada no chão,
era hora de testar o que seu mestre havia lhe ensinado.
-
Pronto borboleta? – Ela perguntou sem tirar os olhos da Rainha que caminhava
com cautela em direção à Bruxa.
-
Fala sério, eu sempre estou pronto. – O Fae respondeu revirando os olhos –
Vamos lá. Comece!
Shiro
encontrou a palma de suas mãos na direção de seu peito e começou a recitar um
mantra, seus olhos começaram a emitir uma luminosidade amarelada, e consoante
esta aumentava ela subia as mãos para a direção de sua testa. Riel ergueu uma
parede de fogo para ganhar tempo e pousou na frente da bruxa. Ele imitou os
movimentos da garota. Seus selos começaram a brilhar e arder muitissimamente,
em uma reação de imenso poder a espada lendária entre ele reagiu ao encantamento
flutuando no ar e liberando grande gama de energia. Uma explosão de luz cegou a
todos no local, quando a luz tronou-se menos densa, os corpos de Riel e Shiro
estavam desacordados um sobre o outro e flutuando sobre eles, empunhando Ignis
uma criatura tão grande quanto a rainha aranha, de proporções espectrais e como
uma reiatsu devastadoramente grande. Êsh, o fogo devorador havia sido invocado
com sucesso.*
A
criatura emitiu um som metálico e se lançou contra a Rainha Inseto, os reflexos
da criatura a fizeram contra-atacar com suas teias que ao se aproximar do
espectro demoníaco eram consumidas, Êsh atacou com sua espada, a aranha
interpôs resistência utilizando seu ferrão como uma enorme adaga, o tintilar
ressoou pelo local apenas uma vez. O segundo golpe da fusão resultante dos
espíritos de Shiro e Riel foi devastador, Ignis ardeu de forma colossal nas
mãos da criatura, num movimento horizontal abriu-se um corte por toda a
extensão do corpo da rainha, chamas negras começaram a devorar a rainha de
dentro para fora, sua vitalidade parecia ser o comburente das chamas
devorando-a por completo. Até restar apenas o ferrão, intacto. Êsh se desfez e
os espíritos foram sugados imediatamente para os corpos dos ordenados. Tamanho
foi o desgaste do golpe, eles demoraram 15 minutos apenas para conseguirem se mover,
e outros 20 para serem capazes de andar.
Com
a eliminação da ameaça restava agora trazer Alexander de volta e dar o fora
daquela maldita floresta. Stummp ainda estava especialmente triste pela ausência
de sua armadura, mas, não podia arriscar a vida de mais ninguém por ela. Estava
perdida.
May
ainda reunia seus esforços, sem eu limite para não deixar Alexander vir a
óbito.
* O Êsh é um Espectro Infernal das Legiões do 6º Ciclo. Existem poucos deles, dentro da Hierarquia infernal são agentes autônomos não incorporando as tropas do Ciclo, tem liberdade para firmar pacto com seres da superfície. Podem ser convocados a partir de um feitiço de alimentação astral, basicamente, o invocador permite que o Êsh se alimente de parte de grande parte de sua energia vital, fornecendo para ele sua alma ( que servirá de substrato energético) por um curto período de tempo, criando uma porta de materialização no mundo terreno. É um feitiço extremamente delicado e raro uma vez que exige um pacto, uma linha de autoridade, e grande quantidade de energia para abertura do portal de invocação. As consequências possíveis são a morte do invocador, caso o Êsh venha a ser destruído, esgotamento mágico e físico do invocador e risco de, caso o espectro se revolte, este consiga subtrair a alma do invocador para si.

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