sexta-feira, 17 de junho de 2016

Verde das Almas - Cap I

I

            Outra vez a morte parecia cercar nossos heróis em um abraço voraz e sem escapatória. A senhora que a todos visita, observava de seu trono vil e negro pronta para finalmente ceifar aquelas criaturas que tantas vezes a tinham enganado.

            Illikan saltou para trás e olhou ao redor. Contou, a priori, 25 guardas insetos normais e outros 15 trajando armadura completas, provavelmente nascidos e treinados para serem o suprassumo dos guerreiros daquela colônia. Os guardas mantinham uma posição defensiva e um olhar calmo e voraz para os ordenados. Os demais marchavam em formação, com suas lanças apontadas para frente, de forma a circundar os guerreiros. Assim procederam até formarem um círculo ao derredor dos invasores.

            O lycan, o vampiro e o bruxo se entreolharam. Cercados, exaustos e sem nenhuma expectativa de sair vivos dali. A marca em cada um deles reagiu e então eles puderam ouvir os pensamentos um do outro, era como se o selo tivesse ciência da situação e operasse de forma autônoma. Deviam eles tomar uma decisão, uma derradeira e provavelmente mortal decisão, lutar até a morte, ou se entregar para outra possível morte. Sopesando suas chances nulas, encarando os guardas ao redor que se aproximavam com vagarosidade, o tempo parecia findo, lutar e morrer ou render-se?

             O lobo e o vampiro apertaram com maior firmeza suas armas, um uivo de batalha deixou os lábios de Stummp e ele se agitou, um sorriso insano perpassou por sua boca, estalou o pescoço e se preparou. Compreendendo o escopo do companheiro, Illikan de igual forma procedeu, apertou sua espada com firmeza e encarou cada um dos inimigos com fúria. Não obstante à animação dos dois novatos, Alexander contava com algo além de vontade de matar e destruir, seu amor pela guerra era inferior à sua sabedoria. Algustus confiava no bruxo, pois acreditava que o garoto poderia agir com frieza e inteligência quando necessário. Quem abaixa as armas hoje, tem a oportunidade de tomá-las amanhã. O Bruxo do deserto largou sua varinha, posicionou sua foice nas costas e ergueu as mãos em pleno sinal de rendição. Seus companheiros repousaram um olhar atônito sobre o Cavaleiro. Como assim se render? E a luta, a honra? A... céus, os pensamentos cessaram no exato momento em que o bruxo lançou um olhar tão frio quanto Iceoth, os dois novatos então compreenderam e abandonaram suas armas no chão, tudo então se fez trevas. 

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