domingo, 26 de junho de 2016

Verde das Almas - Missão Ordem - Cap V

V

Os inimigos haviam caído. Porém, a que custo?
Não bastasse Alexander está perdendo sangue em grande velocidade e a um passo da morte, o selo de Illikan e Stummp se foi levando com ele toda a energia restante dos rapazes. Os dois mal podiam se manter de pé, cada músculo de seu corpo doía, eles se deixaram cair próximo a Alexander. Ainda mantinham o sorriso desafiador no rosto.
Do outro lado da grande sala, a rainha aplaudia lentamente, envolvida de ironia e prepotência.
- Parabéns... Vocês são mais fortes que eu imaginava. Terei de mata-los pessoalmente, e isso rapazes, é uma grande honra.
A rainha levantou-se lentamente perdendo sua forma humana e assumindo sua identidade monstruosa. Expandiu-se até possuir 3,5 metros de altura e 5 metros de largura, suas presas pingavam veneno, suas patas articuladas pareciam se mover como o vento percorrendo o salão e indo em direção dos nossos heróis. Estes, esgotados apenas sorriam na cara da morte, não podiam fugir, e se não tinha saída, a escolha era não morrer como covardes, eles encararam a criatura nos olhos, tentaram uma reação, seus corpos não se mexiam.
Mais perto, ela estava agora a 25 metros deles, havia diminuído a velocidade para apreciar as presas imóveis e deliciosas, seguia triunfante, levantou-se sobre os três com suas presas embuidas em toxinas para o golpe final.
A mente dos rapazes encontrava-se em relativa paz, tinham a consciência que haviam lutado com valor, e que sua morte era honrada. Embora, agora, no derradeiro momento, a honra não parecia grandes merdas, eles preferiam força e uma espada a toda sua enorme carga de honra. Mas, tudo que possuíam era um sorriso e honra. Alexander dormia, exausto, repousava nos braços da morte e aleitava-se em suas tetas negras, seu sangue fugia de seu corpo criando uma grande poça no chão. Illikan segurava sua espada e sustentava seu sorriso, lutara o bom combate, e encontraria descanso no vazio. Stummp só se lamentava por não poder ver seu dragão uma outra vez, de resto, morria ao lado de Illikan, ele sempre soube que essa amizade terminaria em sangue e lealdade, repousava no leito tranquilo de Sithis após tanta dor. Lamentava não ter encontrado suas respostas, suas lembranças eram tão confusas, pareciam irreais e embaçadas, sua vida toda buscou por saber a verdade sobre a morte de seus pais, sobre sua infância, talvez o destino o estivesse poupando. Talvez ele merecesse um descanso. Os olhos dos três se fecharam, e as presas desceram.

                                   

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